Olá, estou de volta. Há meses que cá não vinha, e sinto um grande sentimento de culpa por isso, mais agravado por saber que, mesmo com o blog parado, vocês continuam a cá vir. Prova disso é a quantidade de gente que me vem pedir para reactivar o site, e me faz questões acerca dele, e ainda vai vendo os vídeos que cá estão. Muito obrigada por isso. Aliás, uma das razões que me fazem voltar é esse vosso amparo e interesse. A outra é querer partilhar convosco todas as coisas que experimento, comigo própria, e que verifico fazer-me sentir bem melhor. Portanto, cá estou, no entanto, hoje com uma questão que, por estes dias, me fará parecer uma malfeitora.. Não me importo, alguém tem que o dizer: O açúcar é ruim!
Sei que estas semanas são tramadas para quem tem alguma consciência alimentar, sendo que é altura de, sem nos questionarmos, comer doces que nem doidos, pensando que são só quatro semanas que, depois em Janeiro, são absolvidas por uma dieta e, para os mais aplicados, ginástica. Porque o principal foco de preocupação (eventualmente o único)  é o peso que se ganha, até porque sabemos todos, é coisa simples de resolver (um mês de excessos não é o fim da picada). Só que, o que realmente deixa vestígios, durante muito mais tempo, são as quantidades astronómicas de açúcar que metemos no nosso prezado corpito. Entendo perfeitamente o quão tremendamente heróico é tentar fugir às broas, aos chocoles, fatias douradas, no meu caso, ao turrão de alicante (cresci em Espanha) e a tudo o que as tias e os vizinhos nos oferecem porque é altura de festa. E pior para quem, tão soberbamente, tem que cozinhar todas estas coisas, e que, por direito próprio, merece acabar com a travessa.
Mesmo eu, que sou bastante disciplinada nesta matéria da comida quando algo não me faz sentido, ou sei que vai ser coisa para me estropiar por dentro, sei o quão exigente é negar, constantemente, as coisas boas que trazem os colegas da rádio, sem me candidatar ao título “pessoa mais anti-social do ano”.
E alguém, com total propriedade, pergunta sempre: “Mas qual o mal de se perder a cabeça durante 4 semanas da nossa vida? E respondo: O açúcar rápido é péssimo para a saúde, facto bastante explorado neste outro artigo do blog. Ou seja, comer desenfreadamente e diariamente açúcar faz com que o nosso sistema imunitário fique mais fraco (precisamente na altura do ano em que mais precisamos dele), é nocivo para o cérebro (leiam este artigo em que se relaciona a diabetes com outros problemas de saúde), rouba minerais aos ossos, e está relacionado com problemas de depressão e ansiedade. Portanto, estas quatro semanas de açúcar podem, de facto, não ser tão inofensivas e tão fáceis de consertar. Sei que chego tarde, estamos quase no fim da folia mas, creio que ainda vos consigo pedir para moderam só um bocadito nesta última semana do ano. Ou seja, se querem duas, comam uma, se hoje houve overdose, amanha nada de doces (zero, mesmo). Pode ser? Em Janeiro gostava de combinar, com todos vocês, umas semanas de limpeza. Mas não pensemos agora nisso, por enquanto basta abrandar o ritmo. Bom ano para todos
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