Nunca se publicaram tantas frases místicas e de encorajamento e auto-ajuda na internet como agora. Basta dar uma vista de olhos pelo feed do facebook  para ficar, automaticamente, com sabedoria para escrever um livro ou dois sobre a matéria. E o que acho é que isto acontece porque nunca, na vida real,  estivemos tão afastados de todos estes princípios que, no fundo, até fazem todo o sentido. Conceitos como ser agradecido pelo que temos, que o mundo seria um sítio bestial se em vez de zanga distribuíssemos amor,  ou que para se ser feliz com os outros temos que o ser primeiro connosco próprios são, se pensarmos um pouco, coisas lógicas, certo? Digo-vos que embora padeça de um enfartamento sem igual de frases destas, pelos facebooks desta vida, até acho que são necessárias. Porque a repetição dos conceitos, vezes sem conta, pode vir a ter algum tipo de efeito nas nossas mentes, e precisamos muito, nos tempos que correm, de parar para pensar o que andamos a fazer connosco, com os outros e com este planeta que, sorte a nossa, nos caiu ao colo. Embora o conceito de felicidade seja altamente abstracto e de muito difícil definição, acho que estamos a passar por um momento de infelicidade e grande insatisfação social, onde o mal-estar e a agressividade se está a embrenhar de forma algo preocupante. Mas, e essa é a minha optimista opinião,  o ser-humano tem potencial para ser uma criatura maravilhosa e que pode mudar a qualquer momento da sua vida. Não quero que pensem que acho que os problemas sérios das pessoas se resolvem com um punhado de palavras formidáveis na net, com certeza que não, mas há um factor importante para mudar o curso de qualquer vida, ou pelo melhora-la  o mais possível, que se chama: Perspectiva. Há uma mudança na nossa maneira de pensar e, consequentemente,  em tudo o resto, quando olhamos para os factos com uma perspectiva diferente, acho que  todos concordarão com isto. Quando vemos um constrangimento não como um problema mas como um desafio ou uma aprendizagem, a coisa muda bastante de panorama, verdade? Ou quando estamos com alguém que tem uma adversidade muito mais grave que a nossa, caramba, até ficamos embaraçados por nos termos estado a queixar, certo? E até quando, a nós próprios, nos acontece algo realmente difícil até temos saudades das dificuldades menores porque já passámos. E é uma arte aprender a controlar e usar ao nosso favor esta coisa da “perspectiva” e precisamos de quinhentas ensaboadelas mentais para conseguir, não só saber a teoria, mas pô-la em práctica. E é por isso que acho tão importante o que vai acontecer este fim de semana em Lisboa (E finalmente chego ao ponto que queira chegar, desculpem este texto inicial mas saiu-me) Chama-se Happy Life e é um evento que junta pessoas dos mais variados ramos e que, de uma forma ou de outra, nos vão ensinar técnicas para melhorar o nosso modo de estar e , lá está, a perspectiva. É a sua primeira edição e é organizado por uma pessoa que mudou a minha vida de cima abaixo e de quem gosto muito: A Fátima Baptista. A happy cartazFátima foi a pessoa que me fez, há muitos anos, decidir que queria fazer rádio para sempre, e foi a primeira pessoa a quem ouvi falar de conceitos como alimentação saudável, meditação ou procuras da felicidade. Posso dizer, por isso,  porque conheço a Fátima há esse tempo todo, que é uma pessoa que está, de facto, envolvida na matéria, que é conhecedora e que acredita muito neste projecto. O Happy Life falará de muitos assuntos que, necessariamente, precisam de estar em cima da mesa, como a saúde emocional e mental e de que forma são influenciadas pela vida que temos, o consumismo, a nossa cultura e até as nossas famílias. E eu, que acredito muito que a saúde física e mental estão totalmente relacionadas com a alimentação, fico muito jubilosa por saber que haverá um espaço para essa temática específica, com banquinhas de alimentação natural e biológica. E ainda, atentos a isto, haverá espaço para as técnicas de relaxamento e meditação, produtores de materiais reutilizáveis, a escola internacional de taças tibetana, mandalas, e todo o tipo de outras terapias “alternativas” .

Coisa espectacular é que haverá, também, zonas dedicadas aos animais, associações de protecção e acolhimento e até representantes de hotelaria onde os “pequenos” podem estar de férias. E aí que eu entro. É que eu também lá estarei, fiz muita questão disso, para falar sobre o programa Animais Anónimos (que se pode ver na RTP aos domingos e que se dedica a estes amigos) e sobre como acho que devemos respeitar os animais como uma espécie que tem tanto direito de usufruir, em plenitude, deste planeta como nós.  Já agora, andarei por lá no domingo às 16h30. Portanto, o Happy Life acontece na FIL, em Lisboa, dias 8,9 e 10 de Abril e toda a informação está aqui.  Apareçam lá que poderá, tenho a certeza, trazer-vos perspectivas novas e será muito melhor que todas as frases de facebook que possam ler.

FLAST11