Se há coisa que estudamos bastante no curso de macrobiótica são os remédios caseiros, preparados simples que podem ajudar a minorar algumas chatices de saúde. Como prefiro, sempre, falar-vos da minha própria experiência e de como funciona tudo isto na minha casa, apenas vos falarei dos que, precisamente, usei e que, de facto, tiveram bons resultados. E se há um produto que tem sido um grande amigalhaço nestes anos tem sido o (tambores …): kuzu. Sei, o nome suscita risinho, mas ao menos é daqueles que não se esquece.

O kuzu é o amido da raiz de uma planta chamada “Pueraria lobata” e é usada na culinária vegetariana para o efeito de creme (engrossar molhos, fazer bechamel, cozinhar sobremesas como pudins ou mousses ou para dar textura aveludada às sopas).

Agora, para mim, a grande magia do kuzu é o seu contributo para melhorar problemas digestivos e ainda as suas propriedades anti-inflamatorias.  Uso sempre que o meu filho Pedro está a caminho de uma constipação e a dizer verdade, se comer bem por esses dias ( sem ingerir alimentos inflamatórios como açúcar ou fritos) podem acreditar que resulta (ja agora, se tiverem curiosidade em ler algo sobre o que piora uma condição inflamatória e o que pode ajudar leiam este artigo da CUF aqui) .

O kuzu também ajuda a baixar a febre e traz vitalidade em momentos em que estamos mais cansados, e se for bebido à noite com um bocadinho de sumo natural de maça ou misturado com geleia de arroz faz com que a noite seja bem mais calma  (pois esta mistura é relaxante).

Também uso o kuzu sempre que alguém tem problemas de estômago. Regulariza a digestão, é bom para tratar casos de diarreia (para os miúdos é bastante eficiente), e tudo o que tenha a ver com o sistema digestivo (questões de cólon, úlceras e as temíveis colites). Não são apresentadas contra-indicações e as crianças podem beber sem problema (comecei a dar ao Pedro com apenas 2 anos, embora segundo a responsável pelas consultas de nutrição pediátrica do Instituto Macrobiótico, a Geninha Varatojo, possa ser tomado antes dessa idade).

Esta raiz melhora a condição da pele  e há, até,  uma certa marca de produtos de beleza que a usa para fazer um creme específico (A Clarins).

Há ainda outras utilizações desta magnífica planta como, por exemplo, ser um excelente aliado para deixar de fumar ou de beber álcool pois reduz o desejo. Nunca o usei nesta demanda (portanto não posso falar por experiência própria) mas existem estudos, inclusivamente da conceituada universidade de Harvard, que falam destas propriedades. Podem ler sobre isso aqui 

 

Preparar uma bebida de kuzu é super rápido. Basta desfazer as pedrinhas brancas de kuzu (que podem ver na fotografia e no unnamed-1 (1)vídeo) até ficar pó. Misturam duas chávenas de água e uma colher de sopa deste pó de kuzu numa panela e deixar a lume brando sem nunca parar de mexer (nunca mesmo, senão faz grumos). A água, que é branca, passará a transparente, o que indica que o kuzu está pronto a beber.  O que é espectacular é que não sabe a nada e os miúdos não costumam odiar tanto como acontece  com outros remédios caseiros (o Pedro, por exemplo, gosta bastante).

Para utilizações culinárias, basta deixar o kuzu mais tempo ao lume e verão que começa a engrossar até ficar um creme. Um dia deixo-vos aqui uma série de receitas varias feitas com kuzu, combinado?

Agora vejam o vídeo, que está tudo explicado por imagens.  Ahh, o kuzu vende-se em qualquer loja de produtos dietéticos. Outra coisa importante: Usar kuzu não implica que não se vá ao medico ou se tomem medicamentos se acharem que é necessário.